sábado, 30 de maio de 2009

luz del fuego















por onze vezes fui ao céu
e voltei.

depois mais onze.

então parei de contar.

sua mão era minha mão
era sua mão.

era clara e transparente
cristal sua presença,
porém inquebrantável.

meu cansaço, transformado
em delícia, me adormeceu
dentro de um sorriso
no meio do seu corpo.

acordei nos seus braços
ouvi sua voz de bom dia
e recebi o primeiro beijo
desde a criação do universo

sabendo que o amor
a tudo repetirá
e quantas vezes
você me tocar
vou mergulhar na doce agonia
meu dia é outro
minha vida.

dizer o tamanho do amor
não é fácil: a distância
somada às horas de ausência
acumulam-se na carne da esperança.

que em um amanhã bem próximo
meu sentimento possa ser exposto
direto aos seus olhos, seu coração.
e, quem sabe, a morte perde a vontade
a dor esquece de nós?

e a vida será leve
como suas asas, forte
como seu rugido:
nossas feras, nossos anjos
soltos comemorando
o encontro marcado
por nenhuma despedida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

a biblioteca de borges

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.