quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

memória















aMor és uma variedade suave e fechada, e tudo de Ti em Mim e Mim é uma involução suave e definida em Ti., não, em Mim. Não. Em. Tu e Mim, dis Juntos, somos estranha des_união de dois espaços. Sim, tens razão, te projeto e encontro algo de invariante. Mas nem sempre somos um par. Nem sempre ao mesmo tempo positivos. É complexo. a + bi + cj + dk, em que a e c são reais. b também. d também. d é mais real. F já faz parte da equação. Cada letra em seu lugar. E ele e M? M já está. É peça principal. I e J são uma matriz infinita. O próprio universo. Mas não podemos nos multiplicar comutativamente. Não há porque ir e vir. Tu és Mim elevada a n. Nem saberia dizer, não poderia. O contexto sempre dá margem à confusão. Há fatos intrigantes no capítulo zero e nossa história é exatamente assim como diz o dicionário: uma molécula aquiral, ou de face de uma molécula insaturada, que não leva ao surgimento de um enantiômero, seja por substituição, seja por adição. É, eu não entendo. Nossa música é Floyd, mas não é Pink. Minha fibra se estica e em alguns momentos não passo de coisa fibrada. Sem conjunção. Apenas fibras que ainda podem andar, correr, nadar, comer, rir, dormir, viajar. Amar. O dicionário só vai até borda. Não há bordismo. Difeo é um prefixo da cidade de Atlanta que você resgatou. Bordar já não significa trançar fios, não diz respeito a pano ou bastidor, ponto de +, renda, labirinto. Bordar | bordejar | é tocar de olhos fechados o abismo. E enquanto isso as transformações unívocas riem de mim, as transformações dos grupos sobre outros riem de mim, e enquanto isso as operações são preservadas: operações De descartes, operações de desastre, operações de cura.

:: andrews ostrovsky + george redhawk ::
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ps_1. redwahwk is legally blind
ps_2. imagens forte

domingo, 31 de maio de 2015

redução



















acima de você há um
acima desse um tem outro
continuando assim até o topo
afunila-se a hierarquia da bala
que desce depois de farda em farda
até o cano, até o fogo

debaixo de você há um
debaixo desse um, o chão
o sangue, apenas pancadas
em volta
a sirene insone
as grades, os maus tratos
o instituto médico legal
a vala comum
e nenhum nome

quase sempre a mesma
dor do irmão, da mãe ou não
quase sempre a mesma cor
o invisível coração
que, quem sabe o que passou?

recolha-se ao seu torpor
porque clichê é chato

quem sabe o que se passou?
se horror, se frio e fome
se ria a gosto quando atirava
se tinha medo, se tinha falhas
se falava grosso ou empostava
quem se importa a ponto de
calado, rente ao asfalto
deitar-se de braço dado
com o corpo, grande,
pequeno, de que tamanho?
menor?
.
..
...

acima de você há um
acima desse um tem outro
continuando assim até o topo
afunila-se a hierarquia da bala
que desce depois de farda em farda
até o cano, até o fogo.