De longe o colar
parece uma pinha
mas é uma granada,
pingente sob controle
desafiando a argola
fora de equilíbrios.
Mastigo pedacinhos
de amor e morango,
a cada passo
o arame farpado
entre os dedos.
No entanto caminho
de olhos bem fechados
e sorrio a cada passo
cada rajada de vento.
É guerra sem estratégia,
sou meu exército,
exercito a escrita
do sonho e não visto
uniforme o sentimento
segue a cinética
dos pingos nos irmos
nos vamos e vamos
que não chegam
a abismo, são
frestas na porta
invisível por onde
não entro, porém
aviso, vou entrar
sem ser vista
apenas para uma
visita breve,
semibreve, colcheia.
Colchão, não.
