desordem
O que me ata
me desamarra
por onde me espalho
me encolho?
Que terra me bate
nos olhos, o que me cega
me acalma, me trafega
por que subo o morro?
Por que desço
me encosto na pedra
escorrego, tropeço
que queda me assusta?
Arremesso-me até
desarrumar a boca
os braços tensos
as mãos postas
para o mergulho?
Mistura de óleo
e água, amoródio
que as criaturas
devotam umas
as outras
também.
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