e o tempo é nada
as minhas pernas caminhando pela nenhuma estrada
que inventei
os meus ouvidos assustados com o grito da manhã
dourada
a minha boca calada esperando o nunca-beijo
os meus braços pendendo, frouxos, sem nenhum
abraço
os meus dentes mordendo o diamante dos seus
medos...
e eu sinto o cheiro do impossível me cercando
respiro a fumaça desses sentimentos verdes
engulo a chuva com os lábios na vidraça
invento a graça do seu corpo com desejo
moldo sorrisos seus em todo espelho
e imagino frases doces que me diz
penso, sem tristes pensamentos, que feliz
se um dia algo em você de mim necessitasse
se eu, por obra do destino imperfeito,
fosse motivo de alegria e de descanso.
esse teatro no meu peito nunca cansa:
não sei porque essas paisagens me acompanham
você no perto, nas florestas, nas montanhas,
você na cama, no banheiro, no deserto
você no carro, no mercado, na piscina
você nas rimas tão estreitas que cometo.
enlouqueci, chego a acreditar em hora estranha
toco nas pálpebras, nos joelhos
certifico-me que ainda estou aqui
que não há nada entre nós, que nunca houve...
isso é bastante? é, não... e não resolve.
e o que faço? que farei? – olho para o céu
nuvens se movem, uma brisa participa.
como não há o que fazer, eu renuncio
desfaço as mágicas, escondo o amor dentro das
pedras
as minhas pernas caminhando pela nenhuma estrada
que inventei
os meus ouvidos assustados com o grito da manhã
dourada
a minha boca calada esperando o nunca-beijo
os meus braços pendendo, frouxos, sem nenhum
abraço
os meus dentes mordendo o diamante dos seus
medos...
e eu sinto o cheiro do impossível me cercando
respiro a fumaça desses sentimentos verdes
engulo a chuva com os lábios na vidraça
invento a graça do seu corpo com desejo
moldo sorrisos seus em todo espelho
e imagino frases doces que me diz
penso, sem tristes pensamentos, que feliz
se um dia algo em você de mim necessitasse
se eu, por obra do destino imperfeito,
fosse motivo de alegria e de descanso.
esse teatro no meu peito nunca cansa:
não sei porque essas paisagens me acompanham
você no perto, nas florestas, nas montanhas,
você na cama, no banheiro, no deserto
você no carro, no mercado, na piscina
você nas rimas tão estreitas que cometo.
enlouqueci, chego a acreditar em hora estranha
toco nas pálpebras, nos joelhos
certifico-me que ainda estou aqui
que não há nada entre nós, que nunca houve...
isso é bastante? é, não... e não resolve.
e o que faço? que farei? – olho para o céu
nuvens se movem, uma brisa participa.
como não há o que fazer, eu renuncio
desfaço as mágicas, escondo o amor dentro das
pedras
apago as músicas que cantei no mar, na areia
desço as cortinas
e adormeço.
desço as cortinas
e adormeço.

Obrigada! esse poema me trouxe uma calma triste que eu precisava justamente agora. Vou dormir melhor...
ResponderExcluirbjs