fendendo o vazio
desenhando no ar bocas sem lábios.
o Outro é soluço e rastro:
um nome atado ao silêncio,
voz rasgada ao meio,
o que não se pode ter nunca
por inteiro, o lento passo
distendido que o abismo aceita.
o Outro é ponto fatal de espera,
o olho errante que não se completa
em imagem, estreita miragem
que o horizonte concede à sede.
o Outro, às vezes, é o oásis.
o Outro é a farpa que a carne entende,
a farsa (como o sono é farsa)
compreensível, onde a realidade
se recria: o percurso mágico
por onde o sonho escorre.
O Outro faz aparecer o imbecil
em nós, nos molha no ridículo
e nos absorve. encolhe nosso
grito e desaparece. apaga
a luz, nos devolve ao escuro
primeiro, escolhe nosso sexo
com o dedo aponta nosso erro.
nos transforma de tal jeito
que de repente somos o Outro, com medo.
desenhando no ar bocas sem lábios.
o Outro é soluço e rastro:
um nome atado ao silêncio,
voz rasgada ao meio,
o que não se pode ter nunca
por inteiro, o lento passo
distendido que o abismo aceita.
o Outro é ponto fatal de espera,
o olho errante que não se completa
em imagem, estreita miragem
que o horizonte concede à sede.
o Outro, às vezes, é o oásis.
o Outro é a farpa que a carne entende,
a farsa (como o sono é farsa)
compreensível, onde a realidade
se recria: o percurso mágico
por onde o sonho escorre.
O Outro faz aparecer o imbecil
em nós, nos molha no ridículo
e nos absorve. encolhe nosso
grito e desaparece. apaga
a luz, nos devolve ao escuro
primeiro, escolhe nosso sexo
com o dedo aponta nosso erro.
nos transforma de tal jeito
que de repente somos o Outro, com medo.

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