quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

quarta











vivo em uma margem
– zinha, parca, minha –
que inventei.

vivo na canoazinha
magra, fina que faz água
– justamente é esse meu sustento:
vivo de esvaziá-la.

vivo porque fantasio
que findada a tarde
chegarás com sede
alegre e será tudo pão,
palavra, rio e riso.

por isso vivo.

:: a terceira margem do rio de nelson ::

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