vivo em uma margem
– zinha, parca, minha –
que inventei.
vivo na canoazinha
magra, fina que faz água
– justamente é esse meu sustento:
vivo de esvaziá-la.
vivo porque fantasio
que findada a tarde
chegarás com sede
alegre e será tudo pão,
palavra, rio e riso.
por isso vivo.
:: menino se joga na lama na margem do rio em bago bago, mianmar ::
:: a terceira margem do rio de guimarães ::
:: a terceira margem do rio de caetano ::
:: a terceira margem do rio de nelson :::: a terceira margem do rio de guimarães ::
:: a terceira margem do rio de caetano ::

Nenhum comentário:
Postar um comentário
a biblioteca de borges
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.