eu quero ir mais longe para o pensamento
e falar como se estivesse maltraduzindo
e ler um, dois, alguns parágrafos de livros
que ao acaso alcanço na rede.
não posso viver dias sem hiperlink. preciso
da viagem à china no século 15 e do geofilósofo de 20
anos que sabe que a terra é não um lugar morto e gelado
que ocidentais acreditam enlivened somente
dentro do elaborado pensamento humano.
sou grata ao inventor do scanner e a quem em delicadezas
solta garrafas – com palavras e imagens que se movimentam
dentro desenhadas em folhas e gelatinas que inexistem – nas torrentes.
essas ideias me cobram esperança e eu vejo tudo vivo,
todas pessoas iguais e impetuosas, impostoras, maravilhadas,
com os cérebros abertos feito romãs maduras,
alegrias de passarinhos.
─ arranjei-te um apelido, bird.

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