Como um índio rindo
ou uma hiena morta
feito um riso vindo
de garganta flácida
tal qual tiro falho
a sair da culatra
ouvi meu próprio riso
espalhar-se tinto
pela sala branca.
nunca tinha sonhado
com você, ontem
sonhei.
acordei em outro mundo
com a imagem do beijo mais simples
e doce que nunca houve
mesmo em sonho meu
nem de ninguém.
conto ou não conto
que sonhei?
a manhã foi gasta resolvendo isso.
e resolvi. não conto.
pra quê?
você nem mesmo sabe que é você...
ps. se souber, me avise.