segunda-feira, 5 de novembro de 2012

omissões

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a dizes tua dona. odeio-a.
mas a ti, mais,
pelo que de gozo transmites
ao descreveres o zunido do fio.

pior! omites  – por saberes que os imagino
e assim, nitidamente, ouço  –
os gemidos. 

dizes-me
com os dentes no cio
que tua dona é ela:
que és o cão, o olhar da subserviência,
alegria de dor, amor de permitir...
(tudo aquilo que não entendo).

te desprezo, mas mais a mim,
pelo que de inveja e impotência omito
ao responder tua confissão
com um sorriso.
 

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