ver-te
vez por mês
(talvez mais)
olhares semanais
diários, e enquanto
dormes não olhar
teus olhos fechados
porque há nisso
um quê de macabro
um silêncio invasivo
um requebro de posse
inegável, um traço
desnaturado de assalto.
ver-te
sempre uma vez
mais, olhando o cais
os dias, o rio
e depois do almoço
deixar teu sono farto
no sofá, enquanto absorvo
meu sonho próprio
porque há nisso
um quê de amor insólito
um silêncio livre
possível, um abraço
infinito e fácil.

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