dois pedaços gêmeos
de pedra que juntados
em minha palma
são um coração:
a mão, o pulso.
sobre a pele
incontáveis células soltas
revoltas, crescendo
em meu corpo
são um sinal:
o osso, o músculo.
entre o medo
e o desejo, exaustos,
tudo o que você
não quer de mim
persisto em oferecer
porque não sei fazer
de outro jeito.
no céu o triângulo,
– absurda madrugada –
enquadra os efeitos
dos olhos abertos
a poder de nada.
a perder de vista
rolam as batidas
do meu peito
estrelançado:
cometas, planetas,
ventrículos
e um vazio
ab
negado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
a biblioteca de borges
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.