não há nada na vida melhor que alucinar-
se
na plena consciência –
que a sombra em movimento
é o escuro
soprado pelo vento
e a pouca luz
atravessando
a cortina
não inspira
medo de ver-
te
em carne,
duplo corpo
que desconhece
fronteiras de terra
ou
mar, países
deitados, em sono, ou
junto a outro, ou
bêbado na varanda
rosto para o céu
nuvens, frio, estrelas
imaginando, ou
flutuando sobre
ruínas reais
da cidade de pedra
(lá, ou
aqui e lá ou)
mais velha que a história.
– que é tudo matéria, até o sonho, ou
não sei se acendi
a luz
para escrever, ou
estancar tanta
alucinação que escorria em mim.

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