consinto que não me dirijas
a palavra,
que siga eu
igualmente calada
diante de todas as dores
desfrutadas.
e para alívio?
nenhum gole
de nada, mezinha alguma.
permito que por medo
ou desconhecido
continues a deixar
aos dedos frouxos
dos tempos
o difícil serviço
de suportar o vento
e a dança da areia
enquanto
o que sentimos
escorre sem verbo
que atenha
que atenha
entre uma boca
e outra boca
o beijo.
e porque cedo
– e cedo ou tarde
hão de esvair-se
as ilusões sinceras,
como do cedro
cada vez mais longe
o olor se sente –
a culpa de todo erro
que não cometeremos
é minha

Permita-me dizer que adorei esse poema.
ResponderExcluirhehehe. adorei o trocadilho, meu bem. feliz pq vc gostou :) beijos.
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