domingo, 23 de dezembro de 2012

riso



















parece que te enviaram
ultrassom do inferno
retrato do instagram
e eu
a fome do mistério
instalado no pleistoceno
revi-te, revide, bem-te-vi.

se os pássaros cantaram
e minha inocência válida
plácida e transtornada
ouviram, ouviram
que faço?

te desço do sono
pesado, sofrendo
como quem carrega
o bandido disfarçado
nas costas.

e em meio a dor
estagnada
aceito teu beijo
miséria
teu nome na mesa
farta.

que me entendam
somente os poetas
aqueles que não procuram

sentido nem rima ou cura
que me entendam
ninguém

e mesmo assim
satisfiz-me.
{sem crase nem nada}
 

12 comentários:

  1. Arrah! Então temos um blog!Assim na encolha, trancado a sete chaves e saias. Mas chaves são corrompidas e saias se puem.

    Beijos do amigo e fã
    j. a. assunção

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    1. são meus véus e as vaias possíveis que melhor protegem os meus versos puídos e, umas vezes, pustulentos.

      tê-lo como amigo já é coisa da sorte: meu bom destino.

      tê-lo como fã, é coisa do impossível (mas a gentileza e a amizade são capazes).

      beijos da maior fã e grande amiga.

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  2. "se os pássaros cantaram
    e minha inocência válida
    plácida e transtornada
    ouviram, ouviram
    que faço?"

    [[procrastinem-se as crases e, ampliem-se, do core, os vasos auriculares. releve e goze, poeta. bjos]]

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    1. gozo maior são seus olhos passeando por esses páramos, onde suas palavras prediletas foram levadas pelos pássaros, e mesmo assim aqui o tenho, e ao seu 'core'.

      love, poeta.

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  3. Gosto do teu "riso". Mesmo e muito e duplamente.
    Feliz de ter motivado, mesmo que pelo avesso,
    pelo inspirado viés da raiva, tua verve poética.
    Apenas um detalhe: no primeiro verso pontua a palavra "quem". É assim mesmo ou "que"?

    Abraço e aguardo retorno, jotahah.

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  4. está muito certo você, poeta: detalhe. que. obrigada! {o problema, solução pra mim, é que não levo a 'poesia' que faço a sério. não há maior pecado, mas eu o pratico com esmero}.

    vou corrigir agorinha! :)

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  5. Sem querer e já enchendo, poeta Dascra,um bicho "m" pegou carona em teu ultrassom. bjo

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  6. rs jamais isso seria/é 'encher', meu poeta mais lindo! só me faz ver a quantidade de descuido. minha! aff... obrigada mais uma vez. {hoje me peguei pensando o quanto faz falta um buril. meus - por si pobres - versos, tão jogados ao word. essa é a diferença real entre fazer um poema e escrever. entre um poeta e eu, que somente escrevo - com os propósitos mais sórdidos! tsc :(

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  7. por favor corrija-me, sempre, e principalmente quando 'meu português' ultrapassar a licença poética. um beijo. e feliz natal {é preciso desejar... e desejar... e desejar}.

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  8. Toda sordidez será castigada.
    Não tipo esta tua.
    Certeza não quedarás estátua!

    bejús,
    jotahah

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  9. não quedarei, poeta, porque, avisada, recuso olhar a cidade às minhas costas; e quanto às medusas, aprendida a lição, carrego espelhos para os encontros inevitáveis.

    sinta-se beijado.
    cv_dr.

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  10. Vezes é preciso quebrar o retrovisor.
    Vezes outras, quedar ao caleidoscópio.
    Quando?... Não há receita, só sintomas.
    As Parcas fazem a hora.

    bjos,jotahah

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