parece que te enviaram
ultrassom do inferno
retrato do instagram
e eu
a fome do mistério
instalado no pleistoceno
revi-te, revide, bem-te-vi.
se os pássaros cantaram
e minha inocência válida
plácida e transtornada
ouviram, ouviram
que faço?
te desço do sono
pesado, sofrendo
como quem carrega
o bandido disfarçado
nas costas.
e em meio a dor
estagnada
aceito teu beijo
miséria
teu nome na mesa
farta.
que me entendam
somente os poetas
aqueles que não procuram
sentido nem rima ou cura
que me entendam
ninguém
e mesmo assim
satisfiz-me.
{sem crase nem nada}
{sem crase nem nada}

Arrah! Então temos um blog!Assim na encolha, trancado a sete chaves e saias. Mas chaves são corrompidas e saias se puem.
ResponderExcluirBeijos do amigo e fã
j. a. assunção
são meus véus e as vaias possíveis que melhor protegem os meus versos puídos e, umas vezes, pustulentos.
Excluirtê-lo como amigo já é coisa da sorte: meu bom destino.
tê-lo como fã, é coisa do impossível (mas a gentileza e a amizade são capazes).
beijos da maior fã e grande amiga.
"se os pássaros cantaram
ResponderExcluire minha inocência válida
plácida e transtornada
ouviram, ouviram
que faço?"
[[procrastinem-se as crases e, ampliem-se, do core, os vasos auriculares. releve e goze, poeta. bjos]]
gozo maior são seus olhos passeando por esses páramos, onde suas palavras prediletas foram levadas pelos pássaros, e mesmo assim aqui o tenho, e ao seu 'core'.
Excluirlove, poeta.
Gosto do teu "riso". Mesmo e muito e duplamente.
ResponderExcluirFeliz de ter motivado, mesmo que pelo avesso,
pelo inspirado viés da raiva, tua verve poética.
Apenas um detalhe: no primeiro verso pontua a palavra "quem". É assim mesmo ou "que"?
Abraço e aguardo retorno, jotahah.
está muito certo você, poeta: detalhe. que. obrigada! {o problema, solução pra mim, é que não levo a 'poesia' que faço a sério. não há maior pecado, mas eu o pratico com esmero}.
ResponderExcluirvou corrigir agorinha! :)
Sem querer e já enchendo, poeta Dascra,um bicho "m" pegou carona em teu ultrassom. bjo
ResponderExcluirrs jamais isso seria/é 'encher', meu poeta mais lindo! só me faz ver a quantidade de descuido. minha! aff... obrigada mais uma vez. {hoje me peguei pensando o quanto faz falta um buril. meus - por si pobres - versos, tão jogados ao word. essa é a diferença real entre fazer um poema e escrever. entre um poeta e eu, que somente escrevo - com os propósitos mais sórdidos! tsc :(
ResponderExcluirpor favor corrija-me, sempre, e principalmente quando 'meu português' ultrapassar a licença poética. um beijo. e feliz natal {é preciso desejar... e desejar... e desejar}.
ResponderExcluirToda sordidez será castigada.
ResponderExcluirNão tipo esta tua.
Certeza não quedarás estátua!
bejús,
jotahah
não quedarei, poeta, porque, avisada, recuso olhar a cidade às minhas costas; e quanto às medusas, aprendida a lição, carrego espelhos para os encontros inevitáveis.
ResponderExcluirsinta-se beijado.
cv_dr.
Vezes é preciso quebrar o retrovisor.
ResponderExcluirVezes outras, quedar ao caleidoscópio.
Quando?... Não há receita, só sintomas.
As Parcas fazem a hora.
bjos,jotahah