um mínimo domingo começando
e eu já errando na escrita, gerundiando
melhor descascar do cinzeiro as dez piolas
pior que a cerveja está gripada
menos de sete peles na balada
mais dentro de casa e laptop
joelhos chorando em cima do milho
um passado tão católico quanto adélia
deixei unhas e cabelos no salão
no quarto a sessão de sábado me espera
mas não quero filme nem reza
quero uma fita colorida
azul-senhor-do-bonfim
duas voltas no meu pulso
e uma tigela...
o estilete estava enferrujado
e por isso não morri na madrugada
tive somente tétano, o teto voava
da febre que sua imagem me ataca
esperei que tudo saísse da sala
para lembrar que você não foi embora
que voltou com um comentário na esquina
de um blog sem perfume e sem pintura
eu não cheiro nem é cedo mas você pode
com um golpe de cinco dígitos
me ressuscitar.
que poder, criatura,
têm seus dedos quando, ligeiro,
me revoltam, me retornam:
duas letras, dois parênteses
e um .
domingo, 12 de julho de 2009
sonntag
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Duas letras, dois parênteses, um ponto.
ResponderExcluirE tudo que há contido e se contém.
[ou não]
Beijo!
T