quarta-feira, 3 de agosto de 2022
terça
a barra do horizonte
aqui não como essa
consome a madrugada
as montanhas nunca foram
tão escuras e longes
ou talvez sim
nuvens leves
outras quase imóveis
neblina e quero uma estrela
digo teu nome
nome nome
dá-me uma estrela
a esperança de pedra
espera na janela
o universo dilatado
meus olhos ora fechados
ora atravessados
pela espiral dos ventos
desinstalada coruscação
em nesga breve
vênus não tem pálpebras
mas brilha um décimo
em diamante
sem hesitar peço
estrela planeta
dá-me um poema
para nome nome
esse se veio
não corresponde
ao que te quero.
:: venus and the moon strike a pose | petr horálek, 2016 ::
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