dei por morto meu desejo.
escrevi, sem medo, na lápide:
“nirvana”, e fiz tocar a banda.
anos serenos e vazios
dormiram em minha cama.
solto, desarmado
o coração sem vigilância
aceitou seus olhos
onde não havia ou há
intenção nem glória.
agora, fantasmagórico
o desejo dorme comigo
e acorda.

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