quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

cabeça de bode



















céu mais diferente que aurora boreal
essa hora que vem a saudade de não sei onde
apertando os ossos, as vísceras, a cabeça rodando solta como se fosse a bola de uma partida de jogo de cultura não minha.

pronomes possessivos, vos amo!
nasci para ser dona, para possuir.
não. ninguém, não. somente o universo.

eu sou como alguém que sabe, que sofre de epifania profunda e crônica.
que sopra a aquela flauta chamadora de vento. vê?

anêmica sempre para quem não me vê, transparente.

mas para você...
eu sou o samba, a voz do morro. e morro mesmo, que a minha natureza mais óbvia é o renascimento, natureza de esterco, adubo, fênix. eu sou seu samba, a voz do caos sou eu mesma, sim, senhor. amar é tão bom. frase que parece surgir de dentro da tv, programa para crianças. existe isso? sim, existe. xuxa.

ah!... pronomes possessivos, vos amo! escrita fugida da gramática, pronta a colocar uma vírgula entre o verbo e o sujeito; disposta a exagerar nas vírgulas ou ignorá-las. que me importa? que me importa se misturo tu com você?
que me importa se isso não é poesia, se não é algo que se publique, que...

[natal: ora, bolas!] {ouvindo Bethânia: é o amor outra vez.}

 :: aurora boreal | estônia ::

Um comentário:

  1. hehehe
    provocativo e bem mau humorado, rsrsr! vc voltou mesmo... que bom! bjo

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